Hoje você irá conhecer um modelo inovador para virtualização de ambientes computacionais, o conceito do Dockers está cada vez mais ganhando forças no mercado e sendo utilizados por grandes empresas.

Mas antes de se falar o que é Docker, vamos comentar uma pouco sobre virtualização. A virtualização e a ideia de construir uma versão virtual de ambientes computadorizados. Quando se fala sobre virtualização, é normal nos referirmos à virtualização de computadores, que nada mais é a criação de máquinas virtuais a partir de uma máquina real.

Para simplificar, imagine o seu computador, ok? Agora, imagine que a partir do seu computador, você possa criar outros computadores mas em um ambiente virtual, este processo seria uma virtualização.

Em uma máquina virtual, é executada uma versão virtual de um hardware onde é possível instalar um sistema operacional próprio, fazendo com que ela execute como se fosse uma máquina real, sendo assim, o usuário poderá instalar aplicativos e utilizar os recursos próprios do sistema operacional instalado. Uma máquina física, poderá executar várias máquinas virtuais, mas isto irá depender dos recursos técnicos que a mesma dispõe.

Se você já criou a virtualização de uma máquina, possivelmente já utilizou softwares como o VirtualBox e VMware, que são um softwares de virtualização que visam criar ambientes para a utilização de sistemas distintos. Eles permitem utilizar um sistema operacional dentro de outro, assim como seus respectivos softwares. Funcionando assim como computadores independentes, mais que utilizam fisicamente o mesmo hardware.

A imagem abaixo, ilustra a utilização do VirtualBox para a virtualização de três máquinas em uma mesma máquina física.

A partir de agora, vamos entrar em conceitos do ambiente docker, talvez alguns termos possam ser novos para você mas te garanto que irá valer a pena para seu conhecimento e para aplicar em seu ambiente de virtualização.

Containers

Os containers, ao invés de virtualizar a máquina completa com o hardware, somente virtualiza o sistema operacional. Os containers, compartilham o kernel do sistema operacional da máquina física onde são executados e normalmente compartilham bibliotecas e binários também. Assim os containers são muito leves, tendo apenas megabytes de tamanho, a vantagem é que por isto, eles demoram apenas alguns segundos para entrarem em operação e exigem pouco poder computacional. Em contrapartida máquinas virtuais levam minutos para entrarem em operação, possuem gigabytes de tamanho e exigem um poder computacional muito maior.

O Docker é um software que realiza a conteinerização,  que é a virtualização no nível de sistema operacional. Utiliza-se o Docker para rodar estes pacotes de softwares denominados containers. Os containers são independentes uns dos outros e podem utilizar seus próprios aplicativos, arquivos de configuração, bibliotecas e ferramentas. Os containers são executados sobre o mesmo kernel do sistema operacional da máquina física e eles podem ser criados a partir de imagens que possuem conteúdos pré-definidos.

A imagem abaixo, ilustra a utilização do Docker para a conteinerização em uma máquina física.

O docker possui vários pontos positivos, entre eles o de ser possível cloná-lo. Um container do docker pode ser utilizado em qualquer máquina que execute o docker e funcionará do mesmo modo. Outro ponto positivo é o isolamento de ambientes, caso queria, você poderá executar aplicativos, configurações e dependências dentro de um container, e este ambiente não irá afetar outros containers e nem mesmo a  máquina física.

Exemplo prático

Agora como exemplo prático do funcionamento do docker, você irá ver um passo a passo de como executar o WordPress no Docker em um computador que utilize o Linux Ubuntu. Para quem não conhece o WordPress, ele é o  gerenciador de blogs/sites mais popular da internet. Para saber mais sobre ele, acesse o site oficial do WordPress.

1. Instalar o Docker

O primeiro passo é instalar o Docker. Siga os passos descritos no site oficial do Docker para a instalação.

2. Instalar o utilitário Docker Composer

O segundo passo é instalar o utilitário Docker Composer. Siga os passos descritos no site oficial do Docker para a instalação.

3.Criar o arquivo de configuração do ambiente.
Após a instalação do Docker e do Docker Composer, abra seu editor de textos e cole o seguinte conteúdo:

version: ‘3.1’
services:
wordpress:
image: wordpress
restart: always
ports:
– 8080:80
environment:
WORDPRESS_DB_HOST: db
WORDPRESS_DB_USER: exemplouser
WORDPRESS_DB_PASSWORD: exemplopass
WORDPRESS_DB_NAME: exemplodb

db:
image: mysql:5.7
restart: always
environment:
MYSQL_DATABASE: exemplodb
MYSQL_USER: exemplouser
MYSQL_PASSWORD: exemplopass
MYSQL_RANDOM_ROOT_PASSWORD: ‘1’

Salve o arquivo com o nome: docker-compose.yml

4. Abrir o terminal

Abra o terminal e acesse o diretório onde o arquivo docker-compose.yml foi salvo.

5. Executar os containers

O último passo é subir o ambiente do WordPress com o Docker.  Digite no terminal o comando: docker-compose up -d

Após subir o ambiente abra seu navegador de preferência, e acesse o endereço: http://localhost:8080. Seu WordPress já estará disponível para a utilização.

Espero que este conteúdo tenha sido útil e que você possa compartilhá-lo.

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Anderson Irias

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